Embora possa ser usada para efeitos magníficos na saúde e para ajudar a combater problemas como o estresse, a meditação tem um potencial muito maior (e talvez mais apropriado) do que se afastar ou “ignorar” propositadamente os fatores que causam desequilíbrios e doenças, como a insônia.
Manter as circunstâncias psicológicas e físicas degradantes que geram o estresse cronicamente e tentar desligá-lo ao fim do dia, com meditação, pode ser parecido com achar que desligando o alarme de fumaça se resolve um incêndio.
Auto-conhecimento, paz interior e liberdade de ilusões e apegos são realizações mais saudáveis que a meditação pode contribuir decisivamente, além de mais sustentáveis a longo prazo para condições de desequilíbrio como o estresse.
No caso da insônia, pode ajudar num processo de percepção e ação sobre os fatores causadores, colaborando para a recuperação da saúde de maneira mais definitiva e menos paliativa, embora, mesmo que para esse fim, seja benéfico e saudável.
Pesquisas recentes indicam que é possível modificar a estrutura cerebral de forma a reduzir os impactos do estresse a partir de técnicas de meditação.
Para verificar isso, a BBC convidou o britânico Todd German, funcionário de um parque temático de vida marina na Inglaterra, a participar de um curso sobre o estado de “atenção plena”, alcançado por meio da meditação.
Estado de preocupação
Quando o cérebro está preocupado, vê-se pontos vermelhos espalhados
Todd German afirmou que gostaria de tentar a meditação porque enfrenta dificuldades de sono.
Pessoas que meditam seriam capazes de “desligar” as preocupações ou pensamentos negativos.
Após uma semana de testes, German afirmou não ter se convencido totalmente, mas admite que a técnica permite se desligar um pouco, limpar a cabeça e também sentir a calma se transferir para o corpo.
Procurada pela BBC, a pesquisadora Elena Antanova, especialista em estudos sobre o cérebro da universidade londrina King’s College, afirmou ser possível mudar a configuração do órgão voluntariamente por meio da meditação, afastando os efeitos danosos do estresse.
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- Elena Antanova, especialista em estudos sobre o cérebro da universidade londrina King’s College.